OS BARBOSAS E O MEU LADO JUDEU

Depois dos Rezendes e dos Bossois, mas um elo da minha descendência. Supreendente pelo lado judeu.

A história da família Bossois, o meu lado francês

Se olharmos nossa ancestralidade acabamos descobrindo que temos ligações com mais de um sobrenome. No meu caso, já detalhei a origem da Família Resende e como os Bossois chegaram ao Brasil e, especificamente, ao Sul do Espírito Santo, de onde venho. Mas eles não são os únicos sobrenomes a comporem os meus ascendentes.

Outro dele é o Barbosa, que vem do meu avô materno e que é muito comum em todo o Brasil. Então, me perguntei, de onde vem os Barbosas? Como surgiu o sobrenome? O sobrenome, ao contrário dos Rezsendes e dos Bossois, não está bem registrado, embora seja abundante no país. O que me restou foi recorrer à internet e é dela que vem os detalhes do surgimento da família.

Para ela, há duas versões. Uma, a situa na França. Outra, na Espanha. No que concordam é que o nome é derivado de locais, com o sufixo Barba derivando de um tipo de cebola cultivada nos dois países e que tem como principal característica uma “barba”. O “osa” fica por conta da extensão da cultura e do cultivo. No final, então, temos que os Barbosas eram, de início, plantadores de cebola. A grafia com Z só surgiu mais tarde, fruto dos registros feitos.

E a partir daí, o que aconteceu? Há um hiato entre o aparecimento do sobrenome e sua chegada a Portugal, de onde vem os Barbosas brasileiros. E o que dizem os pesquisadores é que, no caso português, o sobrenome serviu ao que se denominou chamar de “cristãos novos”, que eram os judeus fugidos da perseguição Espanha e que foram, por ordem da casa real portuguesa, transformados em cristãos.

Esta transformação está bem documentada e o Brasil abria para estes Barbosas a possibilidade de manterem sua cultura e sua crença, mesmo que disfarçada, em uma terra nova. Anita Novinsky, pesquisadora paulista que se debruçou sobre a Inquisição no Brasil, descobriu que grande parte dos “processados” por ela eram “cristãos novos”, portanto, na verdade, judeus ou descendentes deles.

O curioso é que, embora sempre estivesse ligado no meu lado Rezsende e, só mais tarde, descobrisse o meu lado francês, dos Bossois, nunca sequer imaginei que poderia ter também um lado judeu. Pois é, a se levar em conta as informações disponíveis sobre os Barbosas no Brasil, o que ocorre. A mistura de portugueses, franceses e, agora, judeus é bem apropriada para o Brasil, um país onde tudo é misturado, inclusive as etnias e as chamadas “raças”.

Com os dados sobre os Barbosas – e ascendência judia – ficam revelados três dos quatro quartos que compõem minhas diversas famílias. Falta ainda descobrir um dos sobrenomes, o da minha avó materna, e a partir daí determinar sua origem.

Até agora, ficamos no continente europeu, mas não me surpreenderei se no meu do caminho não surgir um pezinho na África. Afinal, termos o Joaquim Barbosa, não?.

Será que teremos alguma novidade?

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Sobre o Autor

Jornalista, blogueiro e curioso, sempre disposto a aprender.

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