O RISCO DO USO DO CELULAR

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por Lino Resende em 17/nov/2009

Há poucos dias tomei conhecimento de que no mundo já há mais de 4,6 bilhões de telefones celulares e de que o número irá continuar crescendo e dentro de algum tempo mais podemos ter tantos celulares quantas pessoas existem na Terra. No Brasil, o Ministro Hélio Costa propôs a criação de um Bolsa Celular, que permitira, com subsídios governamentais, que os integrantes do Bolsa Família recebam um telefone. É, eles podem não ter o que comer, mas teriam um celular. Será que a substituição é boa? Mas nem o número, nem a nova bolsa governamental é o motivo deste artigo. Ele decorre de uma recente descoberta feita por psicólogos nos Estados Unidos.

O que eles descobriram? Que, na caminhada por uma rua, o celular pode representar uma ameaça para quem o utiliza e anda ao mesmo tempo em que conversa com outra pessoa, do outro lado. Os pesquisadores, liderados pelo professor Art Kramer, da Universidade de Illinois, fizeram simulações em uma rua virtual, com alguém caminhando e falando ao telefone, comparando o seu comportamento com pessoas que fazem isso, mas sem o uso do celular. Os riscos para os primeiros são muito maiores que para os segundos. A comparação foi feita, também, com quem estava ouvindo música e a conclusão é que este comportamento não chega a representar um risco. Mas falar ao celular, sim.

A explicação dada pelos pesquisadores é que, ao falarmos ao telefone o fazemos de forma tão automatizada que não prestamos atenção no que está acontecendo no entorno. Nas simulações, os usuários do celular tornaram-se menos cuidados ao atravessar a rua e ampliaram seus riscos. No caso da travessia de uma rua, por exemplo, que usa o celular leva mais tempo para cruzá-la – um quarto a mais, na verdade – o que o expõe a riscos. Quem ouve música, procede como quem não ouve ou não fala no celular, fazendo a travessia com maior segurança. De acordo com os especialistas, as conclusões da pesquisa apontam para um maior risco para os pedestres que andam e falam no celular.

Que falar ao celular enquando dirigimos aumenta o risco, já sabíamos. Mas que falar e andar também implica em perda de segurança é uma coisa nova. Fico imaginando, neste e em outros casos, o impacto que o celular tem nas nossas vidas. De certa forma, ele já matou o telefone fixo, conectou-nos ou nos tornou permanentemente conectados, inclusive neste mundo novo que é a Internet, que nos traz emails, notícias e, até, entretenimento. E se o seu número está aumentando será que isso significa que os riscos também? Estaria o aumento do número de celulares colocando em risco os humanos? Pelo que os pesquisadores concluíram, sim.

A pesquisa nos mostra um outro lado da questão, que é o impacto que as novas tecnologias provoca em nossas vidas. Quem hoje é capaz de viver sem um celular? Ele tornou-se indispensável, seja para os negócios, seja profissionalmente, seja para controlar filhos, falar com amigos, parentes ou, até, para demonstrar status. Sem dúvida esta tecnologia, que embora não seja assim tão nova, só agora espalhou-se pelo mundo, está fazendo com que ajamos de forma diferente, seja falando ao dirigir, andando e falando ou não percebendo o nosso entorno. Com maior ou menor risco, uma coisa é certa: o celular é um agente de mudança.

Se ele é bom ou não, só o tempo irá dizer. Mas desde já sabemos, graças aos pesquisadores dos Estados Unidos, que para os pedestres ele representa uma ameaça. (Via Eureka, em inglês)

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{ 13 conversas }

Elis novembro 17, 2009 às 3:34 pm

Lino, que legal chegar aqui e encontrar essa materia ai, em especial porque o meu marido e professor nessa Univesidade de Illinois. Que coincidencia! Vc deve saber que essa e uma Universidade de ponta e reconhecida no mundo inteiro, ne? Hehehehehehe.

Estou no amigo secreto da Meiroca e, como acho que quem me tirou e HOMEM…vim aqui lhe ver e dizer…ESTOU DE OLHO EM VOCE!!!

Carla novembro 17, 2009 às 3:38 pm

Confesso que acho o celular um mal necessário.
Não sou de ficar dependurada falando; só uso quando necessário.
Mas confesso que estou tentada de, no próximo mês, comprar um modelo mais “it”, onde posso acessar o twitter e o facebook direto…
Sim, adoro gadgets!
Bjo e otima semana.

rocosta novembro 17, 2009 às 4:28 pm

Ainda não consegui gostar do tal de celular… sou uma negação: esqueço em casa; de carregar hehehehe
Beijão!

Fábio Mayer novembro 17, 2009 às 7:20 pm

Um estudo do DIEESE atesta que o gasto com telefonia celular aumentou em 5 vezes nos orçamentos médios das familias. De 1 para 5% do orçamento doméstico é demais, considerando que a relação com o aparelho tem no máximo 15 anos e o fato de que na enorme maioria das vezes, ele é inútil do ponto de vista econômico para o usuário.

Agora o governo quer dar aparelho e 7 reais por mês paa familias, mas 7 reais não dá para mais que 59 torpedos e meia dúzia de ligações… resultado: as familias vão tirar dinheiro da alimentação para a telefonia…

Cecilia Campello novembro 17, 2009 às 8:40 pm

Muito interessante essa matéria!
Acho o celular um mal necessário, mas procuro usar só quando é realmente preciso.

Tenha uma ótima semana!
Beijos

Silvano Vilela novembro 17, 2009 às 8:57 pm

Esta semana em um texto no blog falei sobre o bom uso do celular para enviar mensagens sobre saúde, uma tendência, pelo menos para isso seria ideal, marcações de consultas, acompanhamento de gestação com recomendações, poderia ser uma ferramenta no universo de medidas ideais para melhorar a condição de saúde da população. Abraço Lino.

Jens novembro 17, 2009 às 11:09 pm

Eu não tenho celular. Ainda. Resistirei até o últim o chip.

Um abraço.

Walkyria novembro 18, 2009 às 10:51 am

Inclusive, há alguns meses recebí um e-mail com uma propaganda, alertando quanto ao uso adequedo dos aparelhos, aonde um jovem adolescente que falava ao celular era atropelado na frente dos amigos que tinham permanecido na calçada. As imagens foram chocantes!!!
Bjs

Elvira novembro 18, 2009 às 12:10 pm

Oi Lino.

Realmente o celular é uma facildade a mais em nossas vidas mas eu não estão assim tão viciada.
Só uso para dar algum recado. Não gosto de ficar batendo papo.

Bjs.
Elvira

Esyath Barret novembro 18, 2009 às 1:27 pm

Linoooooooooooooooooooooo,

menino realmente essa dependência tecnológica é uma coisa que fez mal a nossa geração… cada vez mais ficamos dependentes, viciados e dispersos… e esquecemos de ser um pouco humanos…. nos solidarizando para com o problema dos outros… estimulando a amizade e a coletividade… enfim, segundo minha irmã, papo de desavisado que não entende de parafernália tecnológica… – risos.
Mas cá entre nós acho que a pesquisa é verdadeira… eu mesma as vezes me ponho em risco por ir falando no celular sem prestar atenção direito a minha volta…

Beijos (Des)conexos!

Meire novembro 18, 2009 às 1:39 pm

Lino,
ontem na estrada quando voltavamos do almoço para casa, o automovel da frente comia as faixas, saia pelo acostamento, ficamos preocupados e vimos que a pessoa falava ao celular. E tem quem insiste em dizer q preta atençao, mas nao é verdade, a atençao se alenta.

Bjs

cam novembro 18, 2009 às 4:09 pm

Tambem ja li umas coisas sobre celular fazer mal. Ja fui ate advertida quandoe stava fazendo um tratamentoe stetico, que desligasse o celular, por que as ondas de um nao combinavam com as ondas do outro. Quanta loucura! Mas o maior mal do celular na minha opiniao é deixar os mais aficcionados sempre nao presentes nas situações. Estao num lugar, sem estar, por estarem pendurados numa conversa de celular. Quanto a bolsa familia, fala serio. Talvez colocando um salzinho no celular, fique gostozinho. Socorro esse pais né?
Bjos da Cam

Crazyseawolf novembro 20, 2009 às 12:41 am

Odeio celular! Isso virou uma praga!

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