MELHOR, MAIS EFICIENTE E SIMPLES

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As câmeras digitais chegaram para ficar e desbancaram a velha e romântica fotografia analógica, com filme, com produtos químicos e com manipulação em câmeras escuras.

Foi-se o charme. Chegou a tecnologia.

Hoje, pode-se ter fotografia de ótima qualidade com equipamentos digitais. Mas não é este o foco do mercado, voltado para as câmeras de baixo custo, que permitem o registro de uma boa imagem. E só.

É neste sentido que será demonstrado, no dia 11, uma nova câmera, desenvolvida por pesquisadores da Universidade Rice, nos Estados Unidos.

De acordo com estes pesquisadores, ela faz o mesmo, mas de modo diferente, usando um novo padrão matemático e um novo tipo de chip que permite melhorar a qualidade da fotografia e lhe dando a possibilidade de ficar ainda mais barata do que é.

Como funciona? Usando um minúsculo chip que é coberto por centenas de milhares de pequenos espelhos do tamanho de uma simples bactéria, os pesquisadores conseguiram um desenho mais eficiente para a câmera. Diferente das câmeras atuais, que capturam um milhão de pontos de luz em cada frame, a nova câmera captura só um ponto de luz, ou pixel, só que milhares de vezes em uma sucessão rápida. É essa mudança que faz com que melhore a imagem.

A partir daí, a nova matemática entra em ação e monta uma imagem de alta resolução a partir dos milhões de imagens capturadas. Esta pesquisa será apresentada no encontro anual da Sociedade óptica dos Estados Unidos, que será em Rochester, no Estado de Nova York, a partir do dia 11 de outubro.

Uma informação passada pelo Eureka afirma que o mais estranho da nova câmera é que ela trabalha melhor em ambientes onde a luz não é boa. Os pesquisadores explicam que isso se deve às novas formulações matemáticas usadas pela câmera, o que lhe permite tratar melhor a imagem, mesmo quando há “ruído”.

Quando esta câmera estará no mercado? Os pesquisadores afirmam que o esforço é para desenvolvê-la, inicialmente, para aplicações cientificas, principalmente quando não é possível usar uma câmera digital.

O certo, no entanto, é que, como acontece em outros campos, um avanço cientifico acaba por modificar os padres existentes, refletindo em um novo produto e criando um novo mercado.

Uma câmera mais simples, mais eficiente e mais barata, quem não a quer?

(Via EurekaAlert)

 

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