ANTIVÍRUS: COMO É QUE FICA NOSSA SEGURANÇA?

Quando se trata do mundo virtual, cada um está por sua conta e a segurança é apenas um cuidado a mais

Antivírus: proteção apenas parcial

Quem usa computador e, através dele, a Internet vem ouvindo há anos que é essencial ter um bom antivírus como força de proteção de todos os vírus, malware e outros bichinhos que estão tentando, a cada hora, infectar nossas máquinas, roubar nossos dados e usá-los, muitas vezes, contra nós. A necessidade de proteção ficou maior, ainda, com a chegada dos dispositivos móveis, como tabletes e smartphones, que também podem ser atacados. O apelo por segurança é tão forte que praticamente todos nós acabamos virando meio paranóicos quando o assunto é um ataque cibernética.

Este assunto é muito atual e, sobre ele, cabe uma pergunta: Você confia no seu antivírus? Se disse sim, está certo. Mas se disse não, também está correto. Paradoxalmente, os programas que tentam detectar e impedir que os vírus se tornem ativos são confiáveis e não confiáveis, como muito bem lembrou Brian Dye, da Simantec, desenvolvedora de um dos mais conhecidos antivírus, o Norton. O que ele disse? Que os programas como o que sua empresa distribuem estão condenados ao fracasso E ele tem uma boa explicação para a sua afirmação:

 O mercado de malware só tem crescido e os hackers estão mais voltados para os ciberataques, deixando de lado os emails contaminados”. Sim, o que Dye disse é para você se preocupar, pois ressalta que o melhor antivírus só detecta menos da metade dos problemas que podem atacar seu computador. E que, em muitos casos, quanto o malware ou vírus é detectado, ele já mudou, transformando-se em outra coisa. Segundo ele, os vírus, hoje, tem a duração de um dia, sendo renovados e, com isso, dificultando sua detecção.

Mas o que ele aconselha? Em simples palavras “Controles de dano”. Sabendo que é praticamente impossível você impedir que o ataquem, é melhor preparar-se para o controle dos danos causados pelos ataques. Aqui mesmo, no blog, já fomos invadidos algumas vezes e um dos resultados disso é a troca de idioma, que faz com que o nosso português apareça cheio de caracteres estranhos, como podem ser vistos ainda em alguns artigos e na maioria dos comentários, estes últimos ainda levarão tempo para serem acertados.

De certa forma, o que Brian Dye nos disse é o que já sabíamos, que temos de viver, pelo menos no que se refere aos meios eletrônicos, com a sensação – sim, a realidade – de insegurança. Mesmo que tomemos todas as medidas de proteção, elas cobrem apenas uma parte dos problemas, deixando, de outro lado, avenidas abertas para quem só pensa em como explorar os dados dos outros, começando com as próprias agências governamentais do tipo NSA, dos Estados Unidos.

No final, cada um de nós, quando se trata do mundo virtual, está por sua própria conta.

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Jornalista, blogueiro e curioso, sempre disposto a aprender.

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